Sonhos de Maribell

Um lugar onde a imaginação é o limite.

Indicações da Semana por Maribell e Carol

Hi, ladies and gentlemen!

A partir de agora as Indicações da Semana serão feitas meio a meio, ou seja, eu indicarei os livros e minha amiga Carol Andrade as músicas.

Conversando com muitos amigos de todas as idades, percebi que a maioria embora já tivesse visto muitos filmes clássicos, anda não conhecia os livros, achei então interessante fazer uma lista de livros que fizeram parte da minha infância, mas que na verdade são livros atemporais e apreciados por pessoas de todas as idades. Segue a sinopse do primeiro, espero que gostem (Escolhi a capa da edição que li na época).

Livro:

Mulherzinhas – Louise May Alcott

Originalmente publicado como romance acabado em 1871, o livro apresenta o crescimento de quatro irmãs da família March: Margarida, Josefina, Elizabeth e Amélia. Elas são filhas da tradicional família March, de classe média falida, no condado de Concord, norte dos Estados Unidos. Com o pai idoso lutando na Guerra Civil e a mãe trabalhando em centros de caridade, elas contam com Ana, a empregada, e umas com as outras, para alegrarem-se, cuidarem da casa, e aprenderem a crescer. Contam, ainda, com o jovem vizinho Lourenço, com quem Josefina tem mais afinidade, e assim vão levando a vida em meio às descobertas da vida e da sociedade americana.

Neste romance doméstico, o que não falta, na verdade, são lições de moralismo e de caridade. Embora bastante doce e cativante, a narrativa não perde a oportunidade de apresentar os defeitos das mocinhas como falta de compostura social, como vaidade exacerbada, ou até mesmo como falta de costumes sociais, posto que estavam quase à margem da sociedade devido à dificuldade financeira de seu pai. Assim acontece, por exemplo, logo no início do romance, quando as meninas decidem que férias são feitas para serem plenamente vividas, e sua mãe decide ensinar-lhes pelo exemplo que o ócio é ruim, bem como o trabalho feito o tempo todo sem tempo para descanso. Passando pela experiência de nada fazerem a semana inteira, e em seguida por não pararem um só minuto para descanso no sábadoo, as meninas aprendem que o equilíbrio é a chave para uma vida feliz e saudável, que sermões ou pregações tenham sido empregados.

A narrativa segue, e as meninas estreitam laços com os vizinhos. O velho Sr. Lourenço, avô de Lourenço, enternece-se pela arte e pelo dom da tímida Elizabeth, que toca o piano em sua casa, e o dá de presente a ela. Secretamente, o tutor do garoto Lourenço apaixona-se por Margarida, uma pequena dama em formação. Josefina empenha-se em se tornar uma escritora, lendo muito enquanto trabalha como dama de companhia para a tia velha e rabugenta, irmã de seu pai, e Amélia deixa de estudar na escola e passa a ficar em casa e a aprender com Margarida, e depois passa a morar com a tia, como forma de moldar seu caráter.

Aos poucos, a irmã mais velha, tutora de crianças ricas, aprende a amar João Brooke, tutor do jovem Lourenço. Josefina deixa de trabalhar para a tia, ouve o amigo Lourenço declarar-se para ela, nega-lhe o pedido de casamento, vai para Nova York tornar-se tutora e para tentar escrever e ver seus trabalho publicados, e conhece o professor alemão Frederico Baher, por quem acaba se apaixonando. Juntos, eles transformam a propriedade que Josefina herda da tia em uma escola para meninos. Ao percorrer este caminho, aprende que nem sempre liberdade significa poder fazer o que quer, mas que pode ser útil à sociedade e ser caridosa ao mesmo tempo. Elizabeth, de saúde frágil, contrai escarlatina, cura-se e, durante todo o romance, dedica-se a cuidar de sua família, sem que tenha interesse em mudar sua situação; e a mimada e voluntariosa Amélia passa uma temporada em Paris e se torna esposa do jovem Lourenço. Este, afinal, aprende que nem só de gostos pessoais e da boemia se pode viver, e toma as responsabilidades dos negócios do avô para si. O grande salto para a responsabilidade é dado quando ouve a repreensão de Amélia, pois é quando decide que para ser digno de seu amor, já que Josefina nunca o amou mais do que a um irmão, ele deve ser digno de si mesmo, em primeiro lugar.

Como se pode ver, a narrativa não apresenta grandes saltos ou reviravoltas, e vai muito no estilo romântico da época. No entanto, o leitor há de prestar atenção não à historinha contada, mas ao modo como ela é contada e por quem ela é contada. Falo, obviamente, da autora Louisa May Alcott, que era notadamente feminista e abolicionista. Filha de um professor de filosofia que seguia doutrinas europeias, mais especificamente alemãs — como o transcendentalismo, Ela viveu num ambiente escolar de formação patriótica e altamente moralista. Os primeiros rascunhos da história de Mulherzinhas foi publicado em 1868 e surgiu como romance somente em 1871, seis anos após o término da Guerra, com vitória para os abolicionistas do norte — ou da União, como eram conhecidos.

O romance é, pois, um relato semibiográfico em que se pode enxergar, sem dificuldade alguma, a própria autora como a audaciosa Josefina, e o professor Baher como a encarnação masculina dos ideais de educação, cultura e distinção que ela via no pai.

O sucesso do romance foi estrondoso porque certamente correspondia aos valores da época. Destruídos pela fome, pelas doenças, pela miséria, pela violência e pelo trabalho árduo de mulheres e crianças, em decorrência da guerra que durara 4 anos, os americanos encontravam-se num estado tal de fragilidade identitária, que precisavam recuperar o sentido de nação, e nada melhor do que instrumentos que lhes reassegurassem e resgatassem a resposta a uma pergunta que já perdera sua resposta há muito tempo: por que é mesmo que lutamos? E para que mesmo é que lutamos e morremos, afinal? Política e economia à parte, o romance ajudou seus jovens leitores a compreenderem o valor do amor, da abnegação, da conformação social e econômica — pois trata-se de personagens que eram relativamente ricas e se tornam pobres, e que vivem felizes mesmo sendo pobres — e, desse modo, atraiu para a autora a notoriedade e o reconhecimento que a estimulariam a escrever mais romances de cunho familiar e patriótico e, quinze anos depois, em 1886, a continuação do romance, intitulado A Rapaziada de Jô.

A fama durou relativamente pouco para Alcott: em 1888, ela viria a morrer de complicações de uma doença não diagnosticada (nunca se soube se a morte ocorrera por envenenamento de mercúrio usado para fins medicinais, se por meningite ou se por lúpus

Música:

I Will Be – Leona Lewis

Essa música é provavelmente o pedido de desculpas mais lindo que eu já ouvi. A música foi originalmente gravada pela Avril Lavigne (que escreveu a música), e, apesar de adorar a versão dela, amo a versão da Leona Lewis.
A letra é maravilhosa, a melodia é incrível, e a voz dela é uma das mais bonitas e poderosas que eu já ouvi. Fico toda arrepiada sempre que a ouço.
Algo interessante é o fato de a voz dela ser tão grave quando ela canta, já que quando fala ela parece ter a voz de uma fadinha.

Tradução:

Eu Vou Ser

Não há nada que eu possa dizer pra você
Nada que eu poderia para te fazer enxergar
O que você significa pra mim

Toda a dor, as lágrimas que eu chorei
Ainda assim você nunca disse adeus e agora eu sei
O quão distante você está

Bridge:
Eu sei que eu te decepcionei
Mas não é mais assim agora
Desta vez eu não deixarei você ir embora

Refrão:
Eu vou ser, Tudo o que você quiser
E me recomponho
Pois você faz com que eu não caia aos pedaços

Por toda a minha vida, sempre estarei com você
Para fazer com que você siga com o dia
E fazer tudo estar bem

Verso 2:
Eu pensei que tinha tudo
Eu não sabia o que a vida poderia poderia trazer
Mas agora eu vejo, sinceramente

Você é a única coisa que eu acertei
O único que eu guardo dentro de mim
Agora eu posso respirar, porque você está aqui comigo

Bridge:
E se eu te decepcionei
Eu vou mudar isso.
Porque eu jamais deixaria você partir

Refrão:
Eu vou ser, Tudo o que você quiser
E me recompor
pois você faz com que eu não caia aos pedaços

Por toda a minha vida , sempre estarei com você
Para fazer com que você siga com o dia
E fazer tudo estar bem

Ultimo bridge:
Por que sem você eu não consigo respirar
Eu nunca, nunca deixarei você partir
Você é tudo o que eu tenho, você é tudo o que eu quero
Ooohhh

Porque sem você, eu não sei o que fazer
Eu não posso, nunca viver um dia sem você
aqui comigo, Você percebe?
Você é tudo o que eu preciso

Refrão:
Eu vou ser
Tudo o que você quiser
E me recompor, pois você faz com que eu não caia em pedaços

Por toda a minha vida , Estarei com você sempre
Para fazer com que você siga com o dia
E fazer tudo estar bem

Refrão:
Eu vou ser
Tudo o que você quiser
E me recompor, pois você faz com que eu não caia

Por toda a minha vida , Estarei com você sempre
Para fazer com que você siga com o dia
E fazer tudo estar bem

2 Respostas para “Indicações da Semana por Maribell e Carol

  1. Carol Andrade 10/02/2011 às 15:08

    Ouvi falar deste livro quando assistia a Friends. A Rachel diz que esse foi o único livro que ela talvez já tenha lido mais do que uma vez.
    A história parece ser muito boa.🙂

    Bom, gostaria de me desculpar por não poder continuar a fazer as indicações completas. As minhas aulas voltaram e tudo está uma loucura.
    Prometo que, assim que tudo ficar mais tranquilo, eu voltarei a fazer as indicações dos livros.

    Espero que não se importem – ou que pelo menos entendam – e que gostem da música.

    Beijos.😉

  2. Sully 12/02/2011 às 16:16

    Oi Mari, Carol!
    Fico feliz que vc tbm vai participar de agora em diante deste quadro Mari!
    ADOREI a sua indicaçao.Esse livro está na minha relaçao de futuras aquisiçoes desde o ano passado.Mais ainda nao encontrei por aqui.Vamos ver se dou sorte esse ano..haha
    E a música tbm esteve maravilhosa.Gostei bastante…
    bom findi meninas
    bjs

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