Sonhos de Maribell

Um lugar onde a imaginação é o limite.

Looser

Hi, ladies and gentlemen!

“Eu nunca quero esquecer o rosto dela, mas se eu não esquecer o rosto dela, ficarei maluco…”

Essa é tradução do que está escrito no quadrinho acima, dito por um personagem que amo de todo coração, Charlie Brown, criado por Charles Shultz.

Sabe por que lembrei dele? Há muito tempo ando pensando sobre um problema grave que ronda crianças e jovens, que atualmente é conhecido como “bullying”. Mas na verdade esse é um problema antigo, que afeta muitas pessoas a gerações.

Você já sofreu “bullying”? Eu já sofri e muitos familiares e amigos também. Nos EUA é comum se usar a palavra “looser” (perdedor) para definir os impopulares, incompreendidos ou diferentes. E o pessonagem de Charlie Brown era o maior “looser” de todos. Sempre me emocionei profundamente ao assistir ou ler seus desenhos, sempre tão carregados de sensibilidade e bom humor. Comprei vário DVDS para meu filho assistir e ele adora! Acho muito importante criar nossas crianças para ter uma postura anti-bullying.

Bem, eu li um livro alguns anos atrás que contava uma história linda, que coloco logo abaixo, uma história de dificuldades, desafios, esperança e superação. Espero que gostem e que seja um forma de incentivo para lutarmos contra esse mal, que causa tão graves consequencias.

Bjks,

Maribell

PS: Como curiosidade, Charles Monroe Schultz nasceu em Mineápolis, 26 de Novembro de 1922 e faleceu em Santa Rosa, 12 de Fevereiro de 2000, EUA.

“Para Sparky, o colégio era uma coisa quase impossível. Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série. Foi reprovado em física no científico, com nota zero.

Sparky também foi reprovado em latim, em álgebra e em inglês. Não foi muito melhor nos esportes. Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola, rapidamente perdeu o único jogo importante da temporada. Havia um jogo de consolação e esse ele também perdeu.

Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no cientifico. Tinha medo demais de ser rejeitado.

Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas…todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.

No entanto, uma coisa era importante para Sparky – desenhar. Ele tinha orgulho de seus desenhos. É claro que ninguém gostava deles. No ultimo ano do cientifico, ele ofereceu alguns quadrinhos para os organizadores do livro de formatura. Os quadrinhos foram rejeitados. Apesar dessa rejeição específica, Sparky estava tão convencido de seu talento que decidiu se tornar um artista profissional.

Depois de completar o cientifico, ele escreveu uma carta para os estúdios Walt Disney. Pediram-lhe que mandasse algumas amostras de seu trabalho e sugeriu o tema para uma série de quadrinhos. Sparky desenhou os quadrinhos propostos. Passou muito tempo trabalhando neles e em todos os outros desenhos que enviou para avaliação.

Finalmente, recebeu uma resposta dos estúdios Disney. Havia sido rejeitado mais uma vez. Outra derrota para o perdedor.

Sparky decidiu, então, escrever sua própria autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança – um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem de quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que nunca conseguiu chutar uma bola de futebol.”

Histórias para Aquecer o Coração dos Adolescentes
Jack Canfield & Mark Victor Hansen & Kimberly Kirberger
Editora Sextante

2 Respostas para “Looser

  1. Carol Andrade 23/04/2011 às 00:20

    Nossa, esse tipo de história é realmente comovente. Sofri bullying quando era muito nova – tinha entre 5 e 6 anos -, mas felizmente não afetou a minha vida (não vou contar a história aqui porque o comentário ficaria enorme).

    Há na minha escola um garoto que sofre bullying. É muito triste ver esse tipo de comportamento… As pessoas não percebem que esse é um assunto sério; que existem pessoas que se matam por causa disso.
    Ficam menosprezando o assunto e tratando-o como se não fosse nada. Se alguém manda outra pessoa calar a boca, já viram e falam: “Bullying, bullying!”. Ninguém percebe a seriedade e a gravidade do assunto e, enquanto não perceberem, a situação não irá mudar.

  2. dada barros 23/04/2011 às 05:09

    tenho certeza que a historia é muito boa mari e acho muito importante tratar sobre o bulliyng na escola por que é nde mais acontece.

    acho que passei por isso a vida escolar toda por ser nerd e gostar de ser mas nunca liguei ou respondi meus agressores por que sei que era inveja deles rsrs.

    o mais engraçado é que eles me xingavam mas dava cinco minutos e tavam me pedindo cola,que eu dava.

    pra quem sofre de bulliyng por ser mais esperto que os outros ouça meu conselho,não dê ouvidos a eles por que um dia eles teram um chefe que ja foi como voce e pegara no pé deles.

    experiencia propria!

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