Sonhos de Maribell

Um lugar onde a imaginação é o limite.

Indicações da Semana por Maribell

Livro:

Deusa do Mar – P.C. Cast

Uma linda capa, um bom título, um romance estilo conto de fadas, uma boa idéia.

Com esses quatro adjetivos resumo o que esse livro foi pra mim. Eu estava na livraria caçando algo interessante pra ler, rodei, fucei, me abaixei entre as estantes (sou daquela que fica de joelhos para poder ver o que tem na última prateleira), enfim fiz minha ronda normal, sem nada que me chamasse particularmente a atenção. Já estava quase desistindo, quando meu olho bateu numa mesa no canto e vi escrito “Deusa do Mar”.
Pensei: “Ser for sobre mitologia grega, estou dentro!” (para quem ainda não sabe sou viciada em mitologia grega e romana).

Bem, eu li a sinopse e descobri que era um romance sobre sereias e seres mitológicos, então sorri, peguei um exemplar e fui pro caixa empolgada. (Também sou fã de sereias e muito antes de surgir a versão da Disney. Cara! Estou velha, rsrs…). Fui pra casa. Li.

E agora o que posso dizer? Gostei? Muito. É o melhor livro que eu já li? Não. Está na minha lista dos 10 mais? Também não. Mas ainda assim, é bom. Mas só isso.

Veja bem, não me entenda mal, a história é muito legal, bem escrita, mas em minha opinião faltou profundidade ao descrever a personalidade e emoções dos personagens, e talvez essa tenha sido a intenção da autora, não fazer um livro que fosse um marco na literatura internacional, mas puro e delicioso entretenimento. Para tentar me fazer entender, vou fazer uma comparação. Sabem aqueles livros que tem sabor de primeiro beijo? Ou seja, aqueles que te empolgam, te fazem palpitar, vibrar, estremecer e sorrir feito uma boba? Certo. Esse aqui é tipo, tarde de inverno embaixo do cobertor, assistindo sessão de tarde, comendo pipoca e bebendo chocolate quente. Deu pra sentir a diferença? Gostoso? Claro. Mas faltou alguma coisa, talvez estar bem acompanhada.

Os personagens principais, a humana Chistine, transformada na sereia Ondina (não achei esse nome uma escolha sábia, acho que dificulta criar empatia por ela) e o tritão mega-fofo-tudo-de-bom Dyllan vivem uma linda história de amor, cheia de desafios, pois além de pertencerem a mundos e épocas diferentes, são constantemente ameaçados por inimigos em terra e no mar. A autora foi ousada ao criar a cena de amor, bela e apaixonada, mas ela optou por fazer algo que para alguns pode ser encarado como bestial. E por esse detalhe, foi que para mim, esse momento íntimo do casal não tenha ficado perfeito.

O final do livro não decepciona, termina como se propõe desde o início, nos fazendo sentir super bem. Esse vai ser o primeiro de uma trilogia chamada “Goddess” (Deusas), mas cada livro terá uma história diferente. Então, a saga dessa sereia termina aqui.

Segue sinopse oficial:

“Sozinha em casa na noite de seu aniversário de vinte e cinco anos, Christine Canady, sargento da força aérea americana, ansiava por algo para curar sua solidão. Depois de beber champanhe demais, ela recita uma invocação divina para injetar ânimo em sua vida tediosa. Mas como ela iria adivinhar que o feitiço ia funcionar de verdade? Quando seu avião cai no oceano, a vida de Christine muda para sempre. Ela acorda perplexa e se vê em um tempo legendário, em um lugar governado pela magia e no corpo de uma mitológica sereia chamada Ondina. Mas o perigo está à espreita nas águas, pronto para engolir Christine por inteiro. Com pena dela, a deusa Gaia transforma Christine em uma donzela para que ela possa buscar abrigo em terra. Quando um vistoso cavaleiro aparece para salvá-la, em vez de mergulhar nesse sonho realizado, ela se dói de saudades do mar e do tritão sexy e envolvente que lhe roubou o coração.”

Música:

Escutar essa música sempre me deixa alegre, pois além do ritmo gostoso, me proporciona uma verdadeira volta ao passado. Aquela fase de faculdade, festas e conhecendo todo tipo de gente legal, louca e alguns nem tão legais assim.

O vídeo se tornou um clássico, primeiro pela ousadia (as meninas devem gostar com certeza) e outro pelo lindo visual em preto e branco, cheio de gente jovem e bonita.

No início de vídeo, aparece um texto explicativo interessante (quem consegue ler aquilo com aquele cara lindo saindo da piscina e pulando? Bem…). Diz assim: “Eu vim de New Castle, no norte da Inglaterra. Nós costumávamos ter muitas festas onde todo mundo ia bem vestido. E em um dos convites de uma festa estava a frase: “Ela nunca foi chata, porque ela nunca estava chateada.”. A canção é sobre crescer, as idéias que você tem quando é jovem e como elas mudam.”

Os Pet Shop Boys foi uma das bandas inglesas de maior sucesso na década de 90, ouvindo essa música a gente entende porque.

“She was never bored, because she was never boring.” Boa frase para um epitáfio, não?

Being Boring

I came across a cache of old photos
And invitations to teenage parties
“Dress in white” one said, with quotations
From someone’s wife, a famous writer
In the nineteen-twenties
When you’re young you find inspiration
In anyone who’s ever gone
And opened up a closing door
She said: “We were never feeling bored”

‘Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought make amends
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end

When I went I left from the station
With a haversack and some trepidation
Someone said: “If you’re not careful
You’ll have nothing left and nothing to care for
In the nineteen-seventies”
But I sat back and looking forward
My shoes were high and I had scored
I’d bolted through a closing door
I would never find myself feeling bored

‘Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought make amends
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that, looking back
You could always rely on a friend

Now I sit with different faces
In rented rooms and foreign places
All the people I was kissing
Some are here and some are missing
In the nineteen-nineties
I never dreamt that I would get to be
The creature that I always meant to be
But I thought in spite of dreams
You’d be sitting somewhere here with me

‘Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought make amends
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that, looking back
You could always rely on a friend

And we were never being boring
We were never being bored
‘Cause we were never being boring
We were never being bored

Sendo Chatos

Deparei com umas fotos antigas escondidas
E convites para festa adolescentes
“Vista-se de branco”, dizia um deles, com citações
Da esposa de alguém, um escritor famoso
Nos anos 20
Quando se é jovem, encontra-se inspiração
Em qualquer um que um dia tenha partido
E aberto uma porta que se fechava
Ela disse: “Nunca nos sentimos entediados

Pois nunca estávamos sendo chatos”
Tínhamos tempo demais para decidirmos a nosso favor
E nunca estávamos sendo chatos
Vestíamos nosso melhor e brigávamos, então pensamentos consertam situações
E nunca nos refreávamos ou nos preocupávamos que
O tempo chegaria ao fim

Quando fui embora, parti da estação
Com uma mochila e um pouco de trepidação
Alguém disse: “se voce não for cuidadoso
Não sobrará nada e nada com que me importar
Nos anos 70”
Mas me acomodei e olhando adiante
Meus sapatos eram altos e eu tinha me descolado
Eu tinha disparado através de uma porta que se fechava
Nunca me encontraria me sentindo entediado

Pois nunca estávamos sendo chatos
Tínhamos tempo demais para decidirmos a nosso favor
E nunca estávamos sendo chatos
Vestíamos nosso melhor e brigávamos, então pensamentos consertam situações
E nunca nos refreávamos ou nos preocupávamos que
O tempo chegaria ao fim
Ficávamos sempre esperando que, ao olhar para trás
Pudéssemos sempre contar com um amigo

Agora eu sento junto a rostos diferentes
Em quartos alugados e lugares estrangeiros
Todas as pessoas que eu beijava
Algumas estão aqui e algumas estão ausentes
Nos anos 90
Nunca sonhei que eu chegaria a ser
A criatura que sempre pretendi ser
Mas eu pensava, apesar dos sonhos
Que você estaria sentado em algum lugar aqui comigo

Pois nunca estávamos sendo chatos
Tínhamos tempo demais para decidirmos a nosso favor
E nunca estávamos sendo chatos
Vestíamos nosso melhor e brigávamos, então pensamentos consertam situações
E nunca nos refreávamos ou nos preocupávamos que
O tempo chegaria ao fim
Ficávamos sempre esperando que, ao olhar para trás
Pudéssemos sempre contar com um amigo

E nunca estávamos sendo chatos
Nunca estávamos entediados
Pois nunca estávamos sendo chatos
Nunca estávamos entediados

PS: Amanhã postarei novo conto da talentosa autora Mary Leite e 3ª feira posto DUV.

Uma resposta para “Indicações da Semana por Maribell

  1. Carol Andrade 22/05/2011 às 19:03

    Mari, você não tem ideia de como gostei das indicações. Adorei a música e amei a história do livro.

    Gostei muito de que vocÊ tenha sido bem franca com relação ao livro, sem ter escondido nada, mas você não tem ideia de como estou precisada de uma leitura assim, calma e estilo “livros que têm sabor de primeiro beijo […] aqueles que te empolgam, te fazem palpitar, vibrar, estremecer e sorrir feito uma boba. […] tipo tarde de inverno embaixo do cobertor, assistindo a sessão de tarde, comendo pipoca e bebendo chocolate quente.”
    Nossa, como estou precisando de uma leitura assim para contrabalançar os livros que estou lendo.

    A música é uma graça e a frase “She was never bored because she was never boring” é ótima. Adorei!

    Parabéns pelas indicações, Mari. Adorei.

    Beijos.😉

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