Sonhos de Maribell

Um lugar onde a imaginação é o limite.

Indicação de Semana por Maribell e Carol

Livro:

Amor de Perdição – Camilo Castelo Branco

Ontem entrei numa papelaria e por acaso fui olhar alguns livros clássicos que estavam a venda e pasmei com o preço (2,99). Bati o olho num título que sempre me chamou a atenção, mas que até então não tinha lido e num impulso resolvi comprar. O livro se chama “Amor de Perdição”. Sugestivo, não? O autor é o português Camilo Castelo Branco.

No ponto de ônibus comecei a ler a introdução do livro e em instantes já tinha um bolo na garganta e meus olhos marejavam. Respirei fundo e tentei disfarçar, porque reparei que um rapaz perto de mim, começou a me olhar torto. (Isso é que dá ser tão sensível, pago cada mico!).

Por se tratar de um romance clássico, a linguagem é antiga e a forma de escrever idem, mas posso garantir que o sentimento é o mesmo. Amor. Afinal, esse é um sentimento que não tem idade, não é mesmo?

Esse livro nos conta uma triste e dramática história de amor, passada em Portugal, no século XIX. O casal em questão são os jovens Simão Botelho e Tereza de Albuquerque, que aos 17 e 15 anos, respectivamente, se apaixonam perdidamente. Suas casas são vizinhas e se conhecem ao se olhar da varanda, porém por suas famílias serem inimigas, eles se vêem impossibilitados de viver esse amor. Este é um romance tipicamente “Romeu e Julieta” cujo título já mostra que por se amarem, ambos poderão perder tudo por ousarem romper e enfrentar muitos desafios e preconceitos.

O livro é curtinho e apesar disso, revela entremeado ao romance uma crítica a falsa religiosidade, ao sistema penitenciário da época (que infelizmente não mudou muito ao de hoje) e a influencia dos ricos e poderosos.

O autor faz comentários e cria metáforas bem interessantes, mas confesso que o que mais gostei no livro inteiro foi a introdução cheia de lirismo, poesia e sentimento. Através dele, já ficamos preparados para o final trágico dos personagens, fato que é uma constante nos romances escritos no período.

Sinopse:
O livro foi publicado simultaneamente ao processo que o autor sofreu pelo seu romance com uma mulher casada, em 1862. O autor retrata uma sociedade preconceituosa, onde o amor se transforma em desespero e morte, arrancando-nos da vida e lançando-nos nos mais cruéis abismos da dúvida e da solidão.

Trechos:“Dezoito anos! O arrebol dourado e escarlate da manhã da vida! As louçanias do coração que ainda não sonha em frutos, e todo se embalsama no perfume das flores! Dezoito anos! O amor daquela idade! A passagem do seio da família, dos braços de mãe, dos beijos das irmãs para as carícias mais doces da virgem, que se lhe abre ao lado como flor da mesma sazão e dos mesmos aromas, e à mesma hora da vida! Dezoito anos!”

“Amou, perdeu-se, e morreu amando.”

“…não choraria se lhe dissessem que o pobre moço perdera honra, reabilitação, pátria, liberdade, irmãs, mãe, vida, tudo, por amor da primeira mulher que o despertou do seu dormir de inocentes desejos?!”

Música:

Always – Bon Jovi

Quem nunca fod** um relacionamento? Quem nunca cometeu um grande erro que colocou um ponto final em uma história que tinha tudo para dar certo?
Gosto dessa música porque mostra o lado do culpado por esse ponto final, não o lado da “vítima” da história – o traído.
Com uma letra linda e que se mostra culpada e com uma melodia romântica e que consegue demonstrar a infelicidade do indivíduo, mas que não chega a ser depressiva, é impossível não se apaixonar por essa música.
Tenho certeza de que todos aqui a conhecem, mas sou tão apaixonada por essa música que resolvi indicá-la de qualquer maneira… E agora que a indiquei não consigo parar de ouvi-la.

Original:

This Romeo is bleeding
But you can’t see his blood
It’s nothing but some feelings
That this old dog kicked up

It’s been raining since you left me
Now I’m drowning in the flood
You see I’ve always been a fighter
But without you I give up

Now I can’t sing a love song
Like the way it’s meant to be
Well, I guess I’m not that good anymore
But, baby, that’s just me

And I will love you, baby, always
And I’ll be there forever and a day, always
I’ll be there till the stars don’t shine
Till the heavens burst and the words don’t rhyme
And I know when I die you’ll be on my mind
And I’ll love you always

Now your pictures that you left behind
Are just memories of a different life
Some that made us laugh
Some that made us cry
One that made you have to say good bye

What I’d give to run my fingers through your hair
To touch your lips to hold you near
When you say your prayers, try to understand
I’ve made mistakes; I’m just a man

When he holds you close
When he pulls you near
When he says the words
You’ve been needing to hear
I wish I was him cause these words are mine
To say to you till the end of time

And I will love you, baby, always
And I’ll be there forever and a day, always
If you told me to cry for you, I could
If you told me to die for you, I would
Take a look at my face
There’s no price I won’t pay
To say these words to you

Well, there ain’t no luck in these loaded dice
But, baby, if you give me just one more try
We can pack up our old dreams and our old lives
We’ll find a place where the sun still shines

And I will love you, baby, always
And I’ll be there forever and a day, always
I’ll be there till the stars don’t shine
Till the heavens burst and the words don’t rhyme
And I know when I die you’ll be on my mind
And I’ll love you always

Always

(Totally incomprehensible words… Or not =P)

Tradução:

Este Romeu está sangrando
Mas você não consegye ver seu sangue
Não são nada além de alguns sentimentos
Que este velho sujeito (cachorro) jogou fora

Tem chovido desde que você me deixou
Agora estou me afogando no dilúvio
Você sabe que sempre fui um lutador
Mas sem você eu desisto

Agora não posso cantar uma canção de amor
Como deve ser cantada
Bem, acho que não sou mais tão bom
Mas, querida, sou apenas eu

E eu te amarei, querida, sempre
E eu estarei ao seu lado para sempre e mais um dia, sempre
Eu estarei lá até as estrelas não brilharem
Até os céus explodirem e as palavras não rimarem
Eu sei que quando eu morrer você estará na minha mente
E eu te amarei sempre

Agora suas fotos que você deixou para trás
São apenas lembranças de uma vida diferente
Algumas que nos fizeram rir
Algumas que nos fizeram chorar
Uma que te fez ter que dizer adeus

O que eu daria para passar meus dedos por seus cabelos
Para tocar em seus lábios, para abraçá-la apertado
Quando você disser suas preces, tente entender
Eu cometi erros; eu sou apenas um homem

Quando ele te abraça forte
Quando ele te puxa para perto
Quando ele diz as palavras
Que você tem precisado ouvir
Eu queria ser ele porque aquelas palavras são minhas
Para dizer a você até o fim dos tempos

E eu te amarei, querida, sempre
E eu estarei ao seu lado para sempre e mais um dia, sempre
Se você me dissesse para chorar por você, eu poderia
Se você me dissesse para morrer por você, eu morreria
Olhe para o meu rosto
Não há preço que eu não pagarei
Para dizer estas palavras a você

Bem, não há sorte nestes dados viciados
Mas, querida, se você me der apenas mais uma chance
Nós poderíamos arrumar nossos antigos sonhos e nossas antigas vidas
Nós encontraremos um lugar onde o sol ainda brilha

E eu te amarei, querida, sempre
E eu estarei ao seu lado para sempre e mais um dia, sempre
Eu estarei lá até as estrelas não brilharem
Até os céus explodirem e as palavras não rimarem
Eu sei que quando eu morrer você estará na minha mente
E eu te amarei sempre

Sempre

(Palavras totalmente incompreensíveis… Ou não =P)

PS: HOJE LANÇAMOS UMA NOVA ENQUETE, LOCALIZADA NA LATERAL ESQUERDA. DO BLOG. VOTE, PARTICIPE! SUA OPINIÃO É MUITO IMPORTANTE!

9 Respostas para “Indicação de Semana por Maribell e Carol

  1. Carol Andrade 28/05/2011 às 20:42

    Nossa, Mari. Confesso que estava me animando para ler o livro, mas aí percebi que o final era trágico (o que você confirmou) e mudei de ideia. Ai, já chega de histórias tristes. Não quero ler e ficar deprimida, porque nada me deprime mais do que um amor que não pode se realizar.

    Enfim… Adorei a indicação, apesar disso.

    Beijos.😉

    • maaribell 28/05/2011 às 20:49

      Certo, Carol. Eu compreendo, realmente é bem triste. Mas então leia apenas a Introdução, porque é belíssima.
      Sua indicação de música foi show! Que letra! Que voz!
      Já viu a nova enquete?
      Bjks,
      Mari

  2. Jess 28/05/2011 às 21:02

    Tenho que ler esse livro, autor português, sendo do meu país sempre é aquela coisa especial🙂

    • maaribell 28/05/2011 às 21:18

      Oi, Jess!
      Meu escritor favorito é o eterno Fernando Pessoa, outro grande autor português e conhecer Portugal e lançar meu livro aí, é um grande sonho meu. Quem sabe um dia ainda não vamos nos conhecer, né?
      Bjks,
      Mari

      • Jess 29/05/2011 às 10:17

        Olá Mari,
        de certeza que vai conseguir lançar o seu livro aqui, não desistindo tudo se consegue, certo?🙂
        Vou esperar aqui enquanto não possa ter o livro em minhas mãos..

        E sim, um dia iremos nos conhecer!

        Beijoca,
        Jess

  3. Sully 29/05/2011 às 00:37

    Oi amiga!!td bem?
    Adorei a sua indicação!Quem sabe não me animo?!
    Sou assim que nem vc.As vezes pago micos enormes por causa da leitura…hahah..
    ótimo findi!
    Bjs

    Suelen
    http://www.leitoramanauara.com.br/

  4. Fadinha 29/05/2011 às 20:04

    Como um bom exemplo de literatura ultra romantica, recomendo também a leitura de ” amor de salvação” deste mesmo autor. Castelo Branco nos cativa do início ao fim com seu lirismo e idealização da mulher amada. Nas duas obras verificamos como as mulheres são fortes e dominantes, fazendo a diferença, vale a pena ler, mesmo tendo o fim tragico que todo bom romance da segunda fase do romantismo nos trás.
    E em relação a Bon Jovi, só tenho uma coisa a declarar: – Amo muito tudo isso!

  5. Narjara Pedroso 30/05/2011 às 09:06

    Preciso comentar este livro. Amo que amo!
    “Amor de perdição” é um dos classicos que eu consegui ler até o final. Já falei que sou uma professora de Português que odeia os clássicos? kkkk é sério. Não suporto aquela linguagem antiga e rebuscada, principalmente dos “Realistas”. Os romanticos como Camilo Castelo Branco eu ainda consigo ler. E este livro me marcou tanto, que estou desenvolvendo meu projeto de pesquisa de Mestrado baseado nele.
    Quero fazer uma relação entre várias obras que retratam o amor e a morte na literatura romântica. É claro que “O morro dos ventos uivantes” também faz parte desse projeto.
    Valeu pela indicação!
    Bjim mineiro *.*
    Narjara

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