Sonhos de Maribell

Um lugar onde a imaginação é o limite.

Indicações da Semana por Josy e Carol

Livro:

Leitores de plantão! Vamos a mais uma resenha.
Após saber do lançamento do filme “COSMÓPOLIS”, fiquei curiosa em ler o livro no qual o filme será baseado. Criei esse hábito e tem sido muito bom, pois o que falta no filme, sempre está nos livros, me aborrece quando o roteirista foge muito a essência da obra.
No caso de Cosmópolis, estava ansiosa para ler, quando recebi o livro, pensei, vou terminar rapidinho apenas 197 páginas.
O fato é que isso não ocorreu comigo, talvez esse não fosse o meu momento de lê-lo, demorei um pouco a me acostumar com a sua narrativa, e acho que até o final, não me acostumei.
Acredito que não me dou muito bem com bolsa de valores, não compreendo a influência da especulação, muitas vezes infundadas, por papeis ou moedas que fazem uns ricos e outros pobres.
O livro é narrado de forma veloz, os fatos mudam muito rapidamente, num momento que está acontecendo um pensamento, algo externo o afeta e de repente tudo parece fora de lugar.
Não é um romance, quem espera isso não vai encontrar, precisei estar bem concentrada, para compreender o que estava acontecendo, o fato é que concordo com o que diz a crítica, Cosmópolis é uma novela em forma de fábula, porém uma fábula amarga para os tempos pós-modernos.
É um livro um tanto quanto intrigante, questionador. Eu não o classificaria como uma das 10 melhores leituras da minha vida, porém é uma leitura inteligente que me fez pensar bastante, no quanto podemos ser orgulhosos e mesquinhos diante de determinados acontecimentos.
Eu estou aguardando ansiosa para assistir o filme, porque em diversos momentos me pareceu estar lendo um roteiro próprio para o cinema. Se esse for fiel ao livro será um filme muito interessante.

Contra capa

“O multimilionário Eric Michael Packer, 28 anos, é o dono da Packer Capital e mora num tríplex no prédio residencial mais alto de Nova York e do mundo. Certo dia de abril do ano 2000, levanta-se de manhã cedo e resolve cortar o cabelo. O presidente da República está na cidade, os mercados estão nervosos, um protesto antiglobalização toma conta de Times Square e o trânsito está completamente abarrotado. Para chegar ao lado oposto de Manhattan – percorrendo uma distância de pouco mais de dez quarteirões -, Eric é obrigado a passar o dia inteiro dentro de sua limunise, de onde controla os negócios, recebe assessores e tem encontros amorosos.
No decorrer do dia, a existência de Eric é gradualmente corroída: suas certezas e seus valores se revelam vazios, ao mesmo tempo em que o sistema financeiro global é arrastado para uma crise sem precendes.”

Trechos:

“Seu chefe de segurança gostava do carro porque era anônimo. As limusines alongadas brancas haviam se tornado os veículos menos conspícuos da cidade. Ele estava esperando na calçada agora, Torval, calvo, sem pescoço, um homem cuja cabeça parecia ser removível para fins de manutenção.
“Pra onde?, perguntou ele.
“Quero cortar o cabelo.”
“O presidente está na cidade.”
“Isso pra nós é irrelevante. Precisamos cortar o cabelo. Precisamos atravessar a cidade.
“Vamos pegar um trânsito que anda centímetros po hora.”
“Só por curiosidade: que presidente?”
O da República. Vai haver barreiras”, disse ele. “Ruas inteiras eliminadas do mapa.”
“Me mostre o meu carro”, disse ele ao homem.”

“Ele olhou para fora, pela janela unidirecional à sua esquerda.
Levou um instante para se dar conta de que conhecia a mulher no banco de trás do táxi ao lado. Era a mulher com que ele havia se casado vinte e dois dias antes, Elise Shinfrin, poetisa e herdeira da fabulosa fortuna dos Shinfrin, família de banqueiros da Europa e do mundo todo.
Ele disse uma senha para Torval, no banco da frente. Então saltou do carro e bateu na janela do taxi. Ela sorriu para ele, surpresa. tinha vinte e tantos anos, com uma delocadeza de traços gravados em água-forte, e olhos grandes e desarmados. Havia algo de remoto em sua beleza. Isso era intrigante, mas talvez não. Sua cabeça seguia um pouco à frente, na extremidade de um pescoço esguio. Seu riso era inesperado, um pouco cansado e vivido, e ele gostava de seu hábito de levar um dedo aos lábios quando queria ficar pensativa. A poesia dela era uma merda.”
Josy Luz

Música:

Mr. Brightside – The Killers

O que eu amo nessa música é o fato de que demonstra como uma pessoa se sente quando gosta de alguém e esse alguém está compremetido de uma forma divertida e animada. Ficou confuso? Bem, explicando melhor, quero dizer que, quando você gosta de alguém e esse alguem não está disponível, você simplesmente enlouquece e começa a imaginar as situações “íntimas” dos dois.
Bem , não tenho muito mais a acrescentar além de que The Killers é o máximo! No more comments.

Original:

I’m coming out of my cage
And I’ve been doing just fine
Gotta, gotta be down
Because I want it all

It started out with a kiss
How did it end up like this?
It was only a kiss
It was only a kiss

Now I’m falling asleep
And she’s calling a cab
While he’s having a smoke
And she’s taking a drag

Now they’re going to bed
And my stomach is sick
And it’s all in my head

But she’s touching his chest
Now he takes off her dress
Now let me go

I just can’t look, it’s killing me
And taking control
Jealousy turning saints into the sea
Turning through sick lullabies
Choking on your alibis
But it’s just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
‘Cause I’m Mr. Brightside

I’m coming out of my cage
And I’ve been doing just fine
Gotta gotta be down
Because I want it all

It started out with a kiss
How did it end up like this
It was only a kiss
It was only a kiss

Now I’m falling asleep
And she’s calling a cab
While he’s having a smoke
And she’s taking a drag

Now they’re going to bed
And my stomach is sick
And it’s all in my head

But she’s touching his chest
Now he takes off her dress
Now let me go

‘CauseI just can’t look, it’s killing me
And taking control
Jealousy turning saints into the sea
Turning through sick lullabies
Choking on your alibis
But it’s just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
‘Cause I’m Mr. Brightside

I never…
I never…
I never…
I never…

Tradução:

Eu estou saindo de minha jaula
E estou indo muito bem
Devo, devo estar triste
Porque eu quero tudo isto

Isto começou com um beijo
Como terminou assim?
Foi só um beijo
Foi só um beijo

Agora eu estou adormecendo
E ela está chamando um táxi
Enquanto ele está fumando
E ela está dando uma tragada

Agora eles estão indo para a cama
E meu estômago está doendo
E está tudo em minha cabeça

Mas ela está tocando o peito dele
Agora ele tira o vestido dela
Agora me deixe ir

Eu simplesmente não consigo olhar, está me matando
E tomando o controle
Ciúme transformando santos em oceanos
Nadando por doentes canções de ninar
Sufocando em seus álibis
Mas é apenas o preço que eu pago
Destino está me chamando
Abra meus olhos ansiosos
Porque eu sou o Sr. Positivo (Como se fosse “Sr. Lado bom, lado positivo”)

EEu estou saindo de minha jaula
E estou indo muito bem
Devo, devo estar triste
Porque eu quero tudo isto

Isto começou com um beijo
Como terminou assim?
Foi só um beijo
Foi só um beijo

Agora eu estou adormecendo
E ela está chamando um táxi
Enquanto ele está fumando
E ela está dando uma tragada

Agora eles estão indo para a cama
E meu estômago está doendo
E está tudo em minha cabeça

Mas ela está tocando o peito dele
Agora ele tira o vestido dela
Agora me deixe ir

Eu simplesmente não consigo olhar, está me matando
E tomando o controle
Ciúme transformando santos em oceanos
Nadando por doentes canções de ninar
Sufocando em seus álibis
Mas é apenas o preço que eu pago
Destino está me chamando
Abra meus olhos ansiosos
Porque eu sou o Sr. Positivo

Eu nunca…
Eu nunca…
Eu nunca…
Eu nunca…

2 Respostas para “Indicações da Semana por Josy e Carol

  1. maaribell 02/06/2011 às 20:34

    Como dizem por aí, esse livro parece ser “S-I-N-I-S-T-R-O”.
    Já imaginaram o Rob Pattinson fazendo esses diálogos sarcásticos e mordazes? Vai ser um desafio!

    Adoro essa música, Carol! Banda afinada e letras poderosas.
    “The Killers” assassinam em bom gosto!
    Bjks,

    Maribell

    • Carol Andrade 03/06/2011 às 23:04

      Kkk’ “The Killers” assassinam em bom gosto! +1
      Amei, Mari.

      Obrigada, Mari. Fico muito feliz por saber que minhas indicações a agradam. =)

      E ótima indicação, Josy. Estou animada para ver o filme e, se eu não tivesse quase 20 livros para ler em casa, como eu já disse 500mil vezes aqui (=P), ele estaria agora na minha estante.

      Beijos.😉

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