Sonhos de Maribell

Um lugar onde a imaginação é o limite.

Indicações da Semana por Maribell e Carol

Livro: O Caso dos 10 Negrinhos

Essa semana resolvi indicar uma autora cuja obra fez parte da minha adolescencia, a grande “Dame” Agatha Christie. Eu li tantos livros dela, que a pricípio ficaria muito difícil escolher apenas um, porém isso não ocorreu. Quando pensei que livro indicaria que melhor resume o estilo cheio de suspense, místério e investigação policial, facilmente foi esse o que me veio a mente “O Caso dos Dez Negrinhos”.

Curiosamente, nesse livro não aparece os dois personagens mais comuns a sua obra, que seriam o detetive belga Hercule Poirot que resolve todos os crimes e a adorável e esperta velhinha, Miss Marple, que também soluciona todos os casos estranhos que aparecem em sua cidadezinha no interior da Inglaterra.

Nesse livro, ela inova ao não usar nenhum deste dois iconicos personagens, simplesmente nós somos apresentados a uma sucessão de assassinatos aparentemente sem explicação, que ocorrem aos 10 convidados de uma festa, em uma apavorante ilha deserta. As mortes vão ocorrendo a medida que misteriosas acusações são feitas por um personagem oculto, que não se revela em momento algum.

Enquanto estão na ilha, todos vão sendo assassinados. Cada morte segue precisamente ou em parte o que diz um poema emoldurado no quarto de cada um. A medida que as mortes vão ocorrendo, fica claro para os hóspedes que um deles é o assassino e, para piorar a situação, as condições climáticas impedem que eles saiam da ilha ou peçam ajuda. Confiram a apoesia macabra.

“Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove;
Um deles se engasgou e então ficaram nove.
Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito!
Um deles cai no sono, e então ficaram oito.
Oito negrinhos vão a Devon em charrete;
Um não quis mais voltar, e então ficaram sete.
Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis
Que um deles se corta, e então ficaram seis.
Seis negrinhos de uma colméia fazem brinco;
A um pica uma abelha, e então ficaram cinco.
Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares;
Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares.
Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez
O arenque defumado, e então ficaram três.
Três negrinhos passeando no zoo. E depois?.
O urso abraçou um, e então ficaram dois.
Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, e então ficou só um.
Um negrinho aqui está a sós, apenas um;
Ele então se enforcou, e não sobrou nenhum.”

Sinistro, não? E o final é completamente surpreendente! Agatha Christie sem dúvida está na lista dos maiores escritores da humanidade.

Acho importante também explicar um detalhe sobre o título do livro, o nome em português, seguiu a tradução literal dado pela autora, “Ten Little Niggers”. Porém, nos tempos atuais do “politicamente correto”, não se achou de bom tom usar a palavra “negros”, que poderia soar como racista, então o nome do livro foi alterado para “E Não Sobrou Nenhum”, título retirado de uma cantiga folclórica inglesa. Para que os leitores não ficassem confusos, pensando se tratar de um novo livro, na nova capa explica que se tratar do mesmo romance antigo. Por isso coloquei os dois tipos de capa para vocês conhecerem.

Segue a sinopse oficial:

“Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana na remota Ilha do Soldado. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. E a cada convidado eliminado, também desaparece um dos soldadinhos que enfeitam a mesa de jantar. Quem poderia saber dos dez crimes distintos? Quem se arvoraria em seu juiz e carrasco? Como escapar da próxima execução?”
Ficou curioso? Quer saber onde pode baixar? Veja na aba “Downloads – Livros” aqui no blog, uma lista de links ativos.

Música:

Slipping Through My Fingers – Mamma Mia!

Sou uma grande fã de ABBA. Acho que suas músicas têm signifcado, o que tem faltado a muitas músicas ultimamente.
Apesar de não ter filhos (o que é ótimo, já que tenho só 15 anos O.o) e de não conseguiur compreender o tamanho do amor dos pais, imagino que a dor que eles devem sentir ao ver seus filhos crescendo, tornando-se independentes deles e indo embora deve ser imensa – mesmo que acompanhada da gratificação e do sentimento de orgulho.
Muitos pais – incluindo os meus – queixam-se de que não conseguiram realizar todos as coisas que tinham planejado para fazer fazer com seus filhos, e isso é muito bem traduzido na música (o que não é uma coincidência, já que a música teve como inspiração Linda Ulvaeus, filha de Agnetha Fältskog e Björn Ulvaeus, integrantes da banda, que na época em que a música foi escrita tinha sete anos).
“Ah, mas essa não é a versão original.” Não, não é. Eu, estranhamente, prefiro a versão da Meryl Streep e da Amanda Seyfried à original. Acho a voz da primeira mais melodiosa e profunda e que a segunda tem uma das vozes mais doces que já ouvi.

Tenho apenas uma pequena dúvida: como a Meryl Streep conseguiu ter sua voz potente e maravilhosa descoberta somente após quase 40 anos de uma carreira de sucesso?

Original:

DONNA:
Schoolbag in hand
She leaves home in the early morning
Waving goodbye
With an absent-minded smile

I watch her go
With a surge of that well-known sadness
And I have to sit down for a while

The feeling that I’m losing her forever
And without really entering her world

I’m glad whenever I can
Share her laughter
That funny little girl

Slipping through my fingers all the time
I try to capture every minute
The feeling in it
Slipping through my fingers all the time
Do I really see what’s in her mind?
Each time I think I’m close to knowing
She keeps on growing
Slipping through my fingers all the time

Sleep in our eyes
Her and me at the breakfast table
Barely awake
I let precious time go by

Then when she’s gone
There’s that odd melancholy feeling
And a sense of guilt
I can’t deny

What happened to those
Wonderful adventures
The places I had
Planned for us to go

Well, some of that we did
But most we didn’t
And why I just don’t know

Slipping through my fingers all the time
I try to capture every minute
The feeling in it
Slipping through my fingers all the time
Do I really see what’s in her mind?
Each time I think I’m close to knowing
She keeps on growing
Slipping through my fingers all the time

DONNA & SOPHIE:
Sometimes I wish that
I could freeze the picture
And save it from the funny tricks of time
Slipping through my fingers –

DONNA:
Schoolbag in hand
She leaves home in the early morning
Waving goodbye
With an absent-minded smile

Tradução:

DONNA:
Mochila na mão,
Ela sai de casa de manhã cedo
Dando tchauzinho
Com um sorriso distraído

Eu a observo ir
Com uma invasão daquela tristeza familiar
E tenho que me sentar um pouco

A sensação de que eu a estou perdendo para sempre
E sem realmente entrar em seu mundo

Fico feliz sempre que posso
Compartilhar suas risadas
Aquela menininha engraçada

Escorregando pelos meus dedos o tempo inteiro
Eu tento capturar cada minuto
A sensação neles
Escorregando pelos meus dedos o tempo inteiro
Eu realmente vejo o que se passa na cabeça dela?
Cada vez que acho que estou perto de saber
Ela continua crescendo
Escorregando pelos meus dedos o tempo inteiro

Sono em nossos olhos
Ela e eu à mesa do café-da-manhã
Nem bem despertas
Eu deixo tempo precioso passar

Então quando ela já se foi
Há aquele estranho sentimento de melancolia
E uma sensação de culpa que
Não posso negar

O que aconteceu àquelas
Aventuras maravilhosas?
Aos lugares que eu tinha
Planejado que fôssemos?

Bem, algumas dessas coisas nós fizemos
Mas não a maioria
E eu simplesmente não sei o porquê

Escorregando pelos meus dedos o tempo inteiro
Eu tento capturar cada minuto
A sensação neles
Escorregando pelos meus dedos o tempo inteiro
Eu realmente vejo o que se passa na cabeça dela?
Cada vez que acho que estou perto de saber
Ela continua crescendo
Escorregando pelos meus dedos o tempo inteiro

DONNA & SOPHIE:
Às vezes eu queria
Poder congelar a cena
E poupá-la das armadilhas do tempo
Escorregando pelos meus dedos –

DONNA:
Mochila na mão,
Ela sai de casa de manhã cedo
Dando tchauzinho
Com um sorriso distraído

6 Respostas para “Indicações da Semana por Maribell e Carol

  1. Carol Andrade 25/06/2011 às 19:52

    Agatha Christie é o maior gênio do suspense.
    Não é à toa que ganhou o apelido de “Rainha do Crime”, não é, Mari?

    Não aguento isso de não ser “politicamente correto”. ¬¬ Agora tudo é considerado racismo. Ninguém merece, hein?

    Adorei, Mari. Ótima indicação.

    Beijos.😉

  2. Larissa Souza 25/06/2011 às 22:24

    Quando fui lendo o post pensei em comentar tanta coisa , mas voou fazer só os que me lembrar ..
    Muito sinistra essa história , adoro livros assim , me fascinam muito . Vou proucurar baixar pra ler . Ah , uma coisa que eu pensei , quando tava lendo esse negócio de trocarem o nome do livro por conta do racismo e tal , acho que a palavra ‘negros’ não é racista , sei lá , a raça é negra , então porque seria racismo ? acho que as pessoas criam muito caso com esses assuntos sobre negros .. não sei se ‘negrinhos’ seria racismo , mas acho que ‘negro’ não é . Não sei se eu tou errada mas é o q penso . Enfim , indo pra música , eu também não entendo esse amor dos pais , me sinto mal até, quando penso nisso , por não saber . Acho que só vou saber mesmo quando eu for mãe , é claro, me imagino sendo mãe , mas não consigo ‘ver’ esse amor todo . Mas acho que amor de mãe não se mede , e quando eu tver meu pequeno vou ser igual a todas , babonas , porque acho que é inevitavel . Mas o meu amor pelos meu pais , esse sim é ENOORME , MÃE, PAI, AMO VOCÊS ! SHUAHUSHUAHSU’
    Beeijo .

  3. tmki 26/06/2011 às 03:57

    Comentario sobre o layout na vdd…
    Ficou realmente lindo, mas dificulta a leitura dos textos, ainda mais qdo sao extensos.
    Nao tem como deixar pelo menos os posts em um fundo liso, assim como nas caixas de comentarios?
    Só é uma sugestao!

    =*

    • Carol Andrade 26/06/2011 às 11:33

      Isso! Era isso que eu ia comentar e esqueci. Nunca consigo fazer um comentário completo. ¬¬

      Mari, fica mesmo um pouco difícil ler os textos. Concordo com “tmki”; seria bom se o fundo dos posts fosse liso.

      Beijos.😉

  4. Key 26/06/2011 às 11:28

    Hey Girls!!
    Momento nostalgia total *.*
    AMEI esse post!! Sou mto fã da Agatha e amo as músicas do ABBA.
    Fiquei tão feliz com essa indicação que corri pra minha coleção de AC, vou reler com mto prazer esse livro que tbm considero um dos melhores dela.
    Obrigada pela lembrança Mari😉

    Bjs.
    K.

  5. Mariana 26/06/2011 às 16:26

    Mari e Carol,
    Adorei as dicas da semana! Minha mãe é super fã dos livros da Agatha – que também foram parte da adolescência dela – e sempre me recomenda, e com a indicação quem sabe eu não acabo lendo? Curiosam eu possa garantir que eu fiquei!
    Sobre a música, eu tenho que dizer que concordo plenamente: o que mais tem faltado nas músicas atuais são bos letras com significado! Adorei a letra da música – esse realmente é um dos assuntos mais delicados e presentes nas relações pais e filhos existentes – e as vozes ficaram incrivelmente suaves.

    Abraços,
    Nova Mari.

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