Sonhos de Maribell

Um lugar onde a imaginação é o limite.

A Primeira Vez Que Vi Seu Rosto

Hi, ladies and gentlemen!

É tão bom estar aqui de novo no nosso cantinho… Estou afastada um pouco do blog por uma sucessão de acontecimentos em minha vida, desde de doença até compromissos profissionais, entre outras coisas. Sinto que precisava vir aqui e pelo menos justificar minha ausência, além de é claro matar a saudade!

Posso desabafar um pouquinho com vocês?

Lentamente e com MUITO esforço temos conseguido com que Amor no Ninho seja lido e conhecido pelo público, o que para mim é fonte de grande alegria. E felizmente temos tido resenhas mais positivas que negativas. Costumo encarar com serenidade quando a história é criticada, afinal literatura é algo muito pessoal. Por exemplo, a maioria das pessoas amam a série Jogos Vorazes, no entanto li o primeiro livro e fiquei absolutamente enojada. A quantidade de violência, sadismo e crueldade é chocante, pelo menos para meu gosto e ponto de vista. É inegável que a obra é inovadora, criativa e extremamente bem escrita. Contudo, uma história que coloca seus personagens principais em constante estado de sofrimento, sujeitando-os repetidamente a privações, dor, angústia e tortura, não me atrai. Vide que até hoje nunca assisti a nenhum filme da série Jogos Mortais. Enfim, gosto não se discute, cada um tem direito a sua própria visão dos fatos.

Tenho observado, nas críticas ao meu livro, um ponto quase sempre mencionado que é o da idade com que Marina se apaixona por Daniel. A maioria deve lembrar que apesar de ser amor a primeira vista, ela tinha 8 anos e Daniel 11, o texto é contado no futuro e ela explica de forma clara que sentiu algo diferente, forte e profundo quando o conheceu, porém foi só anos mais tarde que compreendeu que sentimento era aquele, um amor profundo e verdadeiro. A linguagem é adulta, porque é a Marina adulta que relata a história e não uma criança. Acho interessante o questionamento sobre a idade dos personagens, as afirmações que fazem do tipo: ninguém ama com essa idade. Será? Vou contar uma experiência pessoal que ilustra meu ponto de vista. Quando tinha cerca de 5 anos fiquei fascinada por um garotinho da minha turma do jardim de infãncia, ficava um tempão escondida admirando-o em silêncio. Não entendia bem que sentimento era aquele, mas sentia que era algo diferente, que o fazia especial para mim. Agora pergunto, se me sentia dessa forma por um garoto aos 5 anos, por que Marina não poderia se sentir assim aos 8? Minha conclusão: amadurecimento emocional é algo tão pessoal quanto gosto literário, ou seja, extremamente variável. Taxar que coisas assim não acontecem é no mínimo falta de vivência e compreensão da natureza humana.

Quando me sinto incomodada com alguma coisa, a música sempre é meu instrumento de equilíbrio, encontrei essa aqui que em minha opinião poderia ser o hino de Amor no Ninho, pois a letra resume muito bem os sentimentos que procurei expressar na história. Espero que gostem e que não tenham ficado muito entediados com o que disse, rsrs…

Bjks,

Maribell

First Time Ever I Saw Your Face (A Primeira Vez Que Vi Seu Rosto) – Roberta Flack

A primeira vez que vi seu rosto,
Pensei que o sol tivesse se erguido em seus olhos.
E a lua e as estrelas foram presentes que você deu,
Para o escuro céu infinito, meu amor.
E a primeira vez que beijei sua boca,
Eu senti a terra se mover nas minhas mãos.
Tal como os tremores do coração de uma ave em cativeiro
Que estava sob meu comando

E a primeira vez, que fiz amor com você
Eu senti seu coração, tão perto do meu.
E sei que a nossa felicidade iria encher a terra,
E durar até o fim dos tempos, meu amor.

A primeira vez que vi seu rosto.

8 Respostas para “A Primeira Vez Que Vi Seu Rosto

  1. Carol Andrade 15/03/2012 às 22:31

    Mari, concordo plenamente com o que você disse.
    Eu nunca li a série Jogos Vorazes, mas estou animada para assistir ao filme.

    Acho que temos que encarar críticas negativas com a mente aberta, já que elas ajudam a ver onde talvez estejamos errando e a fazer com que trabalhemos esse lado, melhorando e criando, no seu caso, histórias cada vez mais cativantes.

    Também acho que um amor tão precoce como o da Marina e do Daniel seja, sim, possível. Eu, por exemplo, amo até hoje o mesmo garoto, que conheço desde sempre e por quem sempre – sempre – fui completamente apaixonada. Um amor digno de “Danina” (=P). Infelizmente, ele não sente o mesmo, mas isso não impediu que o meu amor e a minha admiração crescessem (o que não é exatamente maravilhoso, mas enfim).

    O que dizer sobre essa música? Bem, a melodia é calma, romântica e combina muito bem, fazendo um contraste excelente, com a voz da cantora, deixando-a ser a estrela da canção. E a letra… Ah, a letra. Nossa, essa resume tão bem a sua história que fiquei com os olhos marejados, tanto de saudade quanto de emoção.

    E entendo por que você tenha se afastado do blog. Às vezes precisamos abrir mão de certas coisas em prol de outras, não é? Mesmo que isso nos cause alguma dor.

    Parabéns pelo post, Mari, e pelo sucesso de Amor no Ninho. Você merece.

    Beijos.😉

  2. Mary Leite 16/03/2012 às 12:07

    É interessante você falar isso, Mari. Porque em nenhuma das vezes que li Amor no Ninho achei a idade absurda, muito pelo contrário. Primeiro que a narração é da Marina adulta contando a infância dela (o que é bastante claro, pelo menos pra mim) e segundo porque em nenhum momento se insinua nenhuma espécie de amor carnal entre eles. A própria Marina comenta diversas vezes que ele sentia pelo Dan um sentimento diferente do que ela tinha pelas irmãs, por exemplo. Mas o amor “fisico”, digamos assim, só surge mesmo com a puberdade. O sentimento de ambos vai amadurecendo conforme eles vão crescendo e passam a compreender melhor que sentimento era aquele que ambos sentiam.

    Outro ponto que eu queria comentar e que é uma coisa que me incomoda muito e que talvez explica essa falta de compreensão nas resenhas é a falta de qualidade de muitos blogs destinados a resenhar. Eu não quero dizer que são todos, em absoluto, afinal há muitoos blogs de qualidade e extremamente compromissados com a atividade a que se propõem. No entanto, é inegável a forma como os blogs literários se transformaram em verdadeiros mercados. É quem consegue mais seguidores, fazem mais promoções, conquistam mais parcerias. Mas nem sempre isso tudo é sinônimo de qualidade e o Vegonha Leterária está aí pra demonstrar.

    Enfim, essa ultima parte foi mesmo muito mais um desabafo.

    Beijo!

    • Carol Andrade 16/03/2012 às 21:42

      Mary, acho que o ponto de crítica nem tenha sido se o amor carnal entre os dois se desenvolveu ou não naquela idade. Acho que algumas pessoas pensaram em que não fosse possível alguém tão jovem sentir algo tão forte por outra pessoa, mesmo que o sentimento na época fosse puro e inocente, sem nenhuma malícia.

      Mas cada um tem direito à sua opinião, né? O mundo seria tão chato se fosse todo mundo igual. KK’

      Beijos. linda.😉

  3. Josy Luz 16/03/2012 às 17:22

    Sou tão suspeita pra falar…
    Estou vivendo essa história desde o 1º contato com ela, então, acho que posso tanto falar sobre isso quanto a Mari.
    E realmente quando vejo alguns resenhistas, que se propõem a ler livros e escrever sobre eles, não compreendendo o que lêem, é complicado.
    O que a Mari escreveu aqui, eu já havia esclarecido em uma outra resenha. O que me deixa estarrecida é a pessoa nem saber em que tempo se está na história, mas enfim, é como a Mary escreveu aqui, tem blogs e blogs literários, concordo plenamente.
    Minha filha mais velha, aos 4 anos tinha um admirador na sala dela, deixava a mãe e a avó loucas, porque tudo ele queria levar pra minha filha, perfumes, batons, maquiagem, calcinhas (rsrsr), tudo que ele via (a mãe era representante então tinha amostras de tudo, como eram coisas femininas…rsrsr. Ele era muito lindinho e nos aproximou da família dele, pois não dava pra ele ficar querendo dar tudo a minha filha, sem a gente saber quem eram, a mãe dele me disse, olha o presente que ela deu pra ele, ele não quer tirar, nem pra lavar. (rsrsr, a gente ria, mas…)
    Bom vive essa coisa de admirar o outro tão cedo… tenho certeza de que o garotinho, não diria que era amor, naquela época, mas que ele sentia algo diferente por ela, isso eu não tenho dúvida, nem a mãe dele, que ficava preocupada com a separação na escola, então, pra mim sentimento não escolhe idade, nacionalidade, sexo, etc…
    No mais a gente segue em frente, pois existe um longo caminho pela frente e pessoas inteligentes o suficiente para discernir todas as situações.
    Além de gosto literário, propriamente dito.

  4. Fernanda 16/03/2012 às 18:17

    Eu concordo com a Mary Leite, nunca em nenhuma das vezes em que li o livro achei que a idade era absurda.
    Me lembro bem que meu primeiro amor também foi cedo, aos 10 anos, e eu acho que a forma como você colocou os sentimentos da Marina pelo Dan mostram de forma muito verdadeira como nos sentimos quando temos nosso primeiro amor tão novas. Como foi dito, em momento algum se mostra um sentimento carnal, só diferente de tudo que ela tinha sentido até então.
    As critícas sempre vão existir, mas o importante mesmo é fazer um trabalho que nos faça sentir bem e saber que fizemos de todo coração. E com certeza esse é o caso de Amor no Ninho!
    Eu me apaixonei logo nas primeiras páginas e é o livro que eu carrego sempre comigo e quer reler, reler e reler sempre.
    Continue lutando muito por Amor no Ninho e tenho certeza que vai alcançar tudo que almejou. A qualidade do livro é inegável e ele é completamente apaixonante!

    P.S.: Essa música é maravilhosa e parece ter sido feita pra história da Marina e do Dan!

  5. Mariana 16/03/2012 às 19:21

    Oi, Mari. Já tá melhor, flor?

    Então, eu tenho que dizer que o fato de as pessoas estarem criticando a idade com a qual os dois se apaixonam não é nada que me surpreenda. Não que eu concorde, mas acho que ao relatar logo depois disso o surgimento de um sentimento mais profundo entre eles, de um amor de mulher e homem, certamente fez com que algumas pessoas criassem essa ideia errada, que, ao meu ver, não passa de preconceito. Além do mais, Mari, gente assim procura defeito até onde não tem para se justificar. E, claro, tem os que não pensam antes de falar.
    Eu me apaixonei pela primeira vez com oito anos, exatamente na idade da Marina e posso dizer sem a menor sombra de dúvida que foi verdadeiro. Só não era um príncipe encantado, na verdade, tá looooonge disso kkkkkk.

    Enfim, estou torcendo por você, Alfa. Ah! E a letra da música é absolutamente linda e super trilha sonora dos dois pombinhos!

    Beijos!
    Mari2.

  6. Érica Moreira 03/04/2012 às 16:19

    Nossa confesso que qdo a prima do meu marido me emprestou este livro e falou mto bem da história não achei que realmente fosse uma história interessante. Ao começar a ler não consegui mais parar enquanto não terminei….puxa mesmo sendo uma romântica assumida fiquei maravilhada com a intensidade dos sentimentos detalhados no livro, e chorei como chorei no último capítulo. Mas confesso q fiquei um pouquinho frustrada….pois esperava um final em grande estilo…..mas enfim como na ficção o amor e a vida real nos surpreende. Em resumo amei esta obra e vou recomendar p as minhas amiga que assim como eu amam leitura e sobretudo se interessam por romances.
    Grande abraço,
    Érica

    • maaribell 03/04/2012 às 16:44

      Oi, Érica!

      Que grande prazer é saber sua opinião, fico imensamente grata pelo retorno.
      Agradeço muito por compartilhar suas impressões e sabem que foram tão positivas.
      Qto ao final, foi uma difícil decisão parar a história nesse ponto, mas tive de fazer pq um livro com quase mil páginas seria inviável, então dividi a história em 2 partes, a continuação será lançada esse ano e se chama Amor Inteiro.
      Assim que tiver informações sobre o lançamento aviso a todos, ok?
      Obrigada pelo carinho!
      Bjks,

      Maribell

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: