Sonhos de Maribell

Um lugar onde a imaginação é o limite.

Fanfiction – O Folhetim do Século XXI

Hi, ladies and gentlemen!

Você tem preconceito literário? Acredito que a maioria de nós aqui no blog não sofra desse mal.
Sempre fui do tipo curioso, dou uma chance a uma história mesmo quando o gênero não é meu favorito. Caso não goste pode acontecer até de abandonar a leitura, mas pelo menos saberei do que se trata; situação que ocorreu recentemente quando fui ler a série Jogos Vorazes, que é sucesso mundial e não curti por gosto pessoal. A autora sem dúvida é extremamente talentosa, porém só consegui ler o 1º livro.

Observo um saudável crescimento de leitores jovens, especialmente no Brasil, fenômeno que sem dúvida teve fomentadoras séries como Harry Potter e Crepúsculo. E em consequência de um público de fãs, surgem as fanfics baseadas nessas sagas, no elenco de atores escalados para a versão cinematográfica das mesmas, ou ainda totalmente originais. As fanfics no caso tiveram um duplo papel, não só encorajar a leitura, como também encorajar o surgimento de escritores amadores, possibilitando a esses autores anônimos mostrarem seu trabalho, testar fórmulas e se aperfeiçoar. Como um bônus nesse processo, amizades geradas por afinidade são descobertas e alicerçadas. Autores se tornam leitores e leitores, autores. Tudo bem democrático.

Nesse efervescente universo de fanfictions, surgem também os designers de capas, que com programas especiais e muito talento, alcançaram uma qualidade e bom gosto impressionantes. Na minha época, escrevi e publiquei minha 1ª fanfiction sem capa mesmo, pois não fazia (E ainda não faço) a menor ideia de como produzir tantos efeitos e estilos. Hoje em dia, isso é quase inviável se você quer publicar uma história que espera atrair leitores. Porém, nem sempre a qualidade da capa, acompanha a qualidade do texto. Por isso sempre gostei de dar uma garimpada em fics de aparência simples, acabo descobrindo tesouros.

Tenho me deparado com alguns críticos que torcem o nariz para o gênero fanfic, como se ele fosse algo menor ou de mau gosto. Isso é ridículo! Comparo as fanfics de hoje, ao gênero “folhetim” muito famoso em séculos passados. Clássicos universais como Os 3 Mosqueteiros, A Dama das Camélias, nasceram do folhetim.

Peguei emprestado a definição de folhetim do Wikipédia:

“O folhetim (do francês feuilleton, folha de livro) é uma narrativa seriada dentro dos gêneros prosa de ficção e romance. Possui duas características essências: quanto ao formato, é publicada de forma parcial e sequenciada em periódicos (jornais e revistas); quanto ao conteúdo, apresenta narrativa ágil, profusão de eventos e ganchos intencionalmente voltados para prender a atenção do leitor.
O folhetim surgiu na França em 1836, junto ao nascimento da imprensa. Foi importado para o Brasil logo depois, fazendo enorme sucesso na segunda metade do século XIX. Eram publicados diariamente em jornais da capital do Império (Rio de Janeiro) e jornais do interior, em espaços destinados a entretenimento.
Autores brasileiros como José de Alencar, Machado de Assis, Manuel Antônio de Almeida, Lima Barreto e Joaquim Manuel de Macedo tiveram obras suas publicadas em folhetins para depois serem editadas em livros.”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Folhetim

Em minha opinião, algo parecido acontece agora através dos blogs e sites especializados no folhetim moderno e digital, a fanfiction. Autores jovens e talentosos, novos autores nacionais estão surgindo com uma linguagem ágil, de excelente qualidade e com histórias inteligentes, carregadas de drama, ação, bom humor ou romance.

Conheço 4 autoras que são dessa categoria, as talentosas Rafaela Guimarães, Jane Herman, Nátalia Marques e Kel Costa. Todas começaram como escritoras de fanfiction e hoje tem livros publicados.

Internacionalmente conheço 2 exemplos de séries que eram fanfics, hoje são livros e em breve serão filmes nas telonas. A série Os Instrumentos Mortais de Cassandra Clare e a série Fifty Shades Of Grey de E. L. James, esta última ainda sem tradução.

Por isso, para aqueles que sonham um dia ter sua história conhecida, não desistam e usem a regra dos 3 F: fé, foco e força. Como disse meu querido Fernando Pessoa, “tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.

Bjks,

Maribell

Abaixo imagens e links dos livros citados.

http://www.skoob.com.br/livro/176249

http://www.skoob.com.br/livro/197929-a-infiltrada

http://www.skoob.com.br/livro/227394

http://www.skoob.com.br/livro/227394

http://omelete.uol.com.br/cinema/serie-de-livros-os-instrumentos-mortais-caminho-dos-cinemas/

http://omelete.uol.com.br/crepusculo/cinema/fifty-shades-grey-universal-vai-adaptar-romance-erotico-baseado-em-personagens-da-saga-crepusculo/

3 Respostas para “Fanfiction – O Folhetim do Século XXI

  1. Jane Herman B 31/03/2012 às 13:05

    Olá, Maribell.

    Adorei o artigo. Mas, na minha opinião, a magia das fanfics é justamente o entretenimento — precisa ser diversão para quem lê e para quem escreve. Acho que nos últimos tempos há uma “sede” de boa parcela dos autores para publicar suas histórias por uma editora. Eles querem ser reconhecidos e distinguidos, e para isso, nada melhor do que ter milhares de comentários. Daí vem a pressão por metas, números “x” de comentários a cada capítulo. Por que assim quem sabe uma editora os descobre?

    Gostei demais. Vou colocar o artigo na minha página.

  2. bellsmasen 31/03/2012 às 14:51

    Meninas que publicaram, quero fazer entrevista com vocês tb, pro TBF! AUAHUHAUAH não sabia que a Kel publicou também *-* parabens

  3. Carol Andrade 31/03/2012 às 22:35

    Concordo plenamente com você, Mari.
    Sempre adorei fanfictions e nunca entendi autores e críticos literários que não gostam. Além de serem divertidas, são uma ótima forma de exercitar a escrita – e é possível perceber a aprovação dos leitores e ir em busca de seus sonhos e até descobrir um novo talento.

    Gostei muito da comparação fanfic/folhetim. Foi um ótimo argumento usar Os Três Mosqueteiros e A Dama das Caméilas como semelhantes ilustres às fics. Realmente há uma semelhança muito grande entre os dois estilos. Perfeito!

    De todas as séries citadas, li apenas Os Instrumentos Mortais – além do seu livro, é claro -, mas interessei-me bastante pelos outros livros.
    Vou esperar minha lista de espera diminuir (eu digo isso há tanto tempo e com tanta frequência que vocês devem achar que estou mentindo só para agradar, mas juro que é verdade. É que a quantidade de livros que tenho para ler é enorme!) e ir atrás desses.

    E mais uma coisa: a-mei as capas da série Fifty Shades of Grey. Sério, lindas demais! Mas, como você disse, não se deve julgar um livro pela capa (literalmente kk’), o que significa que os outros livros, que também têm capas lindas, mas – desculpem – não tanto quanto as desse série, também devem ser muito bons (vou confiar nas suas dicas, Mari, já que normalmente elas são muito boas).

    Parabéns a todas as autoras que conseguiram publicar seus livros. Vocês com certeza devem ter merecido!

    Àquelas que ainda sonham em publicar seus próprios, não desistam! O que vocês acham que teria acontecido se todos esses autores citados tivessem desistido? O mundo não teria tido o prazer de conhecer e apaixonar-se por séries tão maravilhosas.

    Amei o post, Mari! De verdade! *-*
    Parabéns por ele e pelo seu sucesso como escritora, que tenho certeza de que irá durar por muuito tempo.

    Beijos.😉

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